FRASE DA SEMANA

"O orgulho pode nos levar a nos transformarmos em substitutos para Deus". James Houston

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Estação do Deus Menino

 

Diz o Peregrino..."Quando eu era criança sempre me senti atraído pelo Menino da manjedoura. Depois me ensinaram tantas coisas sobre Ele que fiquei confuso, logo procurei esquecer minhas idéias "lúdicas" a respeito do menino. Mas no fundo do meu coração eu não o esquecia".











No último domingo, na comunidade que pastoreio e sou pastoreado, preguei sobre O Deus Menino, tentei mostrar que Deus foi se revelando progressivamente na história da humanidade e principalmente, no seu povo, quando por fim Ele resolve entrar na história humana de forma mais direta. É quando o verbo se fez carne e habitou entre nós.
Nossa mente com suas multiplas inteligências, porém limitada, nunca copreenderá o tamanho e a profundidade desse mistério, A Encarnação de Deus em Cristo Jesus. A imagem do Deus Menino não sai da minha cabeça. Eu sempre me emociono ao ver a cena, e olhe que não temos nem de longe a idéia do que foi aquela estrebaria.
O espiritualista Henri Nouwen nos pergunta: Que ameça faz uma criança? Creio que esse Deus que se revela, também, menino, é a mais plena expressão do amor que O Abba Pai sente por nós. Ou como já disse a música de Stênio e Edmilson Nogueira, que foi interpretada de forma singular por João Alexandre: Tu já foste indefesa criança não consigo entender, como pude tomar-te em meus braços e envolver o teu ser... E pensar que algun dia te enbalei nos meus braços Jesus! A canção é uma interpretação da perspectiva de Maria vendo Jesus crescer mesmo sabendo quem Ele era.
Que Neste Natal nos lembremos que essa festa é mais que um natal comercial e histórico, o Natal só tem sentido se for existencial, precisa existir um dia da minha vida em quê o Deus Menino tenha vindo morar no meu coração: "Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. Ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz" - Is. 9.6 NVI.  Crieo que não haveria dia mais representativo para isso acontecer. Coloquemos todos os nossos sonhos na manjedoura, pois lá eles serão bem acolhidos- Jesus é o Natal!!!

Valdemar Santana
Mais Um Peregrino

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Dica de Leitura


Livro maravilhoso! Diante de tantas propostas de espiritualidade, enfim, uma mais focada na palavra do que diante de terrenos movediços da imaginação humana. Paul Stevens & Michal Green, dispensam apresentações para quem esta ligado na boa literatura cristã. "Green diz que um dos problemas graves da modernidade cristã são os seguidores de seguidores deixando de lado a suficiência de Cristo. E o Stevens nos ensina que para entendermos esta perspectiva, precisamos de toda a Escritura, não de uma parte somente". Deliciem-se e partilhem. BOA LEITURA!!!

 Valdemar Santana
Mais Um Peregrino 
Foto extraída do site. www.editorapalavra.com.br

Estação da Humilhação


Diz o peregrino... "Já experimentei vários tipos de humilhação: em casa, no trabalho, em meio aos amigos, colegas e até em lugares que ninguém me conhecia. Isso sempre me fez mal, muito mal. Até ser humilhado diante de Deus. Nossa! Nunca imaginei que encontraria tanta paz!!!"








A humilhação é uma estação que sempre tentamos driblar, mas que ensiste em nos alcançar por bem ou por mal, "geralmente por mal". Todo mundo em algum momento da vida já foi humilhado, há quem fique amargo e quem fique doce ao passar por esta estação.
Ser humilhado diante dos homens além de constrangedor, geralmente nunca é terapeútico, pois parece que quem nos humilha sente-se por cima, o que nada tem a ver com os valores do Reino, pois não se vê a humilhação como Deus vê.
Perante o Abba Pai a humilhação é uma estação de cura, por isso entendemos a recomendação do Peregrino Pedro: "Portando, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que ele os exalte no tempo devido" I Pe. 5.6 - NVI. A paz é garantida por dois motivos. 1) Por ser diante de Deus, alguém que não tem absolutamente nenhum interesse em nos fazer mal, só o bem e que não precisa projetar nada sobre nós, pois é suficiente em si. 2) Por termos a garantia de ser mais uma estação passageira e que traz em si a certeza de que, no tempo devido, a exaltação virá, o que também é diferente do mundo.
  "Assim na minha humilhação diante do Pai Amado descancei e encontrei a cura de muitos males com a certeza de que não encontraria em nehuma outra estação"
Valdemar Santana
Mais Um Peregrino

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Carta aos Peregrinos

  Diz o peregrino...  É com muita alegria que transcrevo esta carta do Caio no meu bloger. Creio que ela falará com muita clareza e graça aos nossos corações, algo natural ao autor. Boa Leitura!!!
CARTA AOS PEREGRINOS...

A fé é a esperança que ousa viver com as consequências da confissão!
 

CARTA AOS PEREGRINOS
 A fé é a firme fundação das coisas que nós esperamos, e carrega em-si-mesma a prova das coisas que não se veem... pois nela tais coisas preexistem a si mesmas como coisas.
 Foi por meio da fé que os homens da antiguidade alcançaram bom testemunho para si mesmos diante de Deus.
 Tudo aquilo do que nós nos apropriamos sem o auxílio dos sentidos é fé.
 Por isto é que entendemos que todos os mundos foram criados pela Palavra de Deus; de modo que aquilo que chamamos de visível foi feito daquilo que não está disponível aos sentidos.
 É a fé que estabelece a verdade das coisas diante de Deus.
 Sabemos isto desde o princípio, pois, foi pela fé que Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício que Caim. E foi também por meio da fé que Abel alcançou o testemunho de que era justo, pois, a fé dava verdadeiro significado às suas oferendas. Foi ainda por causa da fé que Abel, mesmo estando morto, ainda fala hoje.
 A fé imerge o homem num ambiente onde tudo é possível, sobretudo, porque a comunhão com Deus faz supressão definitiva de todas as categorias ligadas ao domínio do possível ou do impossível.
 Por esta razão da fé é que sabemos que Enoque foi trasladado para não ver a morte; e não foi achado, porque Deus o trasladara; pois antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus por meio da fé.
 Enfim, sem fé é impossível agradar a Deus.
 Deus tem que ser visto como Aquele que existe, e que é galardoador dos que o buscam. E isto, só acontece se houver fé. Pois sem fé, quem esperaria galardão do que não existe? Ou ser premiado por alguém a quem não se vê?
 Os maiores marcos da História Universal aconteceram por meio da fé.
O mundo da Antiguidade foi afogado nas águas do Dilúvio. Começou um novo mundo. Mas quem passou do antigo mundo para o novo, o fez por meio da fé.

 Assim foi que pela fé, Noé, divinamente avisado pela voz de Deus acerca das coisas que ainda não se viam como fato ou sequer como possibilidade, sendo temente a Deus, preparou uma arca para o salvamento da sua família.
 A fé que salvou Noé foi a mesma que condenou o mundo antigo.
 Desse modo, o homem que passou de uma era para a outra, e tornou-se herdeiro da justiça que preservou a humanidade, obteve o seu próprio futuro e também o nosso, por meio da fé.
 A fé se fez História.
 Foi por meio da fé que onde não havia nenhuma história para a percepção dos homens, Deus estava fazendo a História, a qual a história humana não reconhecia, enquanto ela acontecia.
 A História de Deus com os homens acontece primeiro no coração, onde é a residência da fé.
 Foi pela fé que Abraão, um total desconhecido, sendo chamado por Deus, obedeceu; saindo para um lugar que havia de receber por herança; e partiu sem saber para onde ia. Ninguém sabia dele, senão somente Deus!
 Pela fé Abraão peregrinou pelo chão da terra como quem anda sobre a promessa. Vivia como em terra alheia no chão que, pela fé, ele sabia que já era seu, sendo, ironicamente, o dono daquilo que ainda não podia possuir; habitando em tendas com Isaque e Jacó, seus descendentes, e herdeiros com ele da mesma promessa. De fato, Abraão esperava a cidade que tem Fundamentos, da qual o arquiteto e edificador é o próprio Deus.
 Foi também pela fé que a própria Sara, sua mulher, recebeu a virtude de conceber um filho, mesmo que totalmente fora da idade. Isto porque ela creu que Aquele que lhe havia feito a promessa de gerar um filho, era Deus fiel para cumprir o prometido.
 A fé é pura ironia...
 Afinal, é de Abraão, um velho amortecido em sua potência masculina, que descenderam tantos filhos... Em multidão... Como as estrelas do céu... E como a areia inumerável que está na praia do mar!
 A fé é a esperança que ousa declarar-se e viver com as consequências da confissão!
 Ela se contenta na certeza de que aquilo que ainda não se materializou ou se realizou, todavia, já é.
 Desse modo é que todos acerca dos quais falamos, morreram na fé, sem terem, entretanto, alcançado a materialização histórica das promessas a eles feita por Deus.
 Eles, todavia, viram a realização das promessas com os olhos da fé, tendo acenado para elas mesmo que de longe, pois sabiam que nenhuma promessa se totaliza na Terra. Eles, pois, viam-se e confessavam-se estrangeiros e peregrinos na Terra.
 Daí o tratarem a imaterialização plena do prometido com tanta paz e serenidade: eles aguardavam a materialização de tudo nos ambientes onde a matéria é feita daquilo que não se corrompe.
 Isto porque quem age como um peregrino—um hebreu— demonstra estar buscando outra pátria.
 E esse tal, só não anda direto para a sua pátria final por não lembrar-se daquilo que já sabe. Pois, se na verdade, se lembrasse daquela pátria de onde saiu, voltaria para ela imediatamente.
 Esta é a estranheza...
 Os homens mais cheios de fé, e os mais esperançosos que já viveram na Terra, não tinham aqui o fundamento de suas esperanças finais. Ao contrário, eles sempre desejaram uma pátria melhor, isto é, a pátria celestial.
 Esta é a razão de Deus também não se envergonhar deles—e a prova disto está no fato Dele se deixar chamar de Deus por eles e para eles.
 E ainda mais: o próprio Deus já lhes preparou uma cidade, visto que eles confiaram a Deus a construção de sua pousada eterna.
 A fé é incompreensível...
 De que outro modo poderíamos olhar o drama paterno de Abraão sem nos escandalizarmos?
 Foi exclusivamente pela fé que Abraão, sendo provado por Deus, num convite à loucura e à violação de todos os seus instintos, ainda assim ofereceu Isaque, seu filho, ao próprio Deus!
 Sim! Ia mesmo oferecendo o seu único filho, aquele filho que era o objeto das promessas, e acerca de quem se havia dito: Em Isaque será chamada a tua descendência...
 Sim! Julgando que Deus era poderoso para até dos mortos o ressuscitar, levou-o para ser sacrificado.
 Deus não o permitiu.
 Mas viu que no coração de Abraão, Isaque havia sido oferecido, e, portanto, era como se tivesse sido imolado e morrido. Daí foi que também, ainda que figuradamente, Abraão recobrou seu filho de dentro da própria morte, como na ressurreição dos mortos.
 A fé carrega em si a semente da ressurreição!
 Pela fé Isaque abençoou seus filhos Jacó e a Esaú, no tocante às coisas futuras, e que se tornaram tão reais e efetivas, que fazem ainda hoje parte de nosso presente.
 A fé fala do futuro. Foi por esta razão de fé que Jacó, quando estava para morrer, abençoou cada um dos filhos de José, e adorou a Deus, inclinado sobre a extremidade do seu cajado.
 Ele andara pela fé, o cajado apenas se sustentara em razão da fé que levou Jacó a adorar a Deus pelo passado, pelo presente e pelo futuro.
 A fé se projeta de tal modo como certeza e confiança para o futuro, que, pela fé, José, bisneto de Abraão, estando próximo da morte, afirmou que os filhos de Israel sairiam do Egito num Êxodo. E em razão disto é que deu ordem acerca de seus próprios ossos, afirmando que desejava que fossem levados de volta para a terra da promessa.
 A fé invade o ser humano de tal modo, que ele fica possuído com a certeza do conhecimento Daquele que fez as promessas. Daí ser também sempre acompanhada por maravilhas.
 E não somente isto, a fé se mostra também como inexplicável desígnio.
 A vida de Moisés nos mostra isto. Ele era menino numa terra e numa hora em que todos os meninos de seu povo eram mortos ao nascer. Mas foi pela fé que os seus pais, logo após o seu nascimento, ao verem-no, decidiram escondê-lo. Ele mamou e viveu escondido por seus pais durante três meses, porque viram que ele era um menino formoso.
A fé também se serve da formosura. Por isto, tomados de fé, os pais de Moisés não temeram e, desobedeceram ao decreto do rei.
 Foi a fé que fez Moisés, sendo já homem, decidir recusar ser chamado filho da filha de Faraó. Foi também pela fé que ele decidiu comungar a dor de seu povo, ser com ele maltratado como o povo de Deus, antes que entregar-se no Tempo, ao gozo do pecado de não ser quem sabia que era.
E entendeu isto quando, considerando todas as riquezas do Egito, viu-as como incomparavelmente menores que a Graça da riqueza de ser parte do opróbrio de Cristo.
 E seguiu com o povo de Deus porque tinha em vista a recompensa.
 Foi por isto que se deixou constranger por Deus a fim de liderar o povo nos dias daquela peregrinação.
 A fé tira o medo, pois foi pela fé que Moisés deixou o Egito, não temendo a ira do rei.
 Ele não temeu porque a fé o fez vê firmemente Aquele que é Invisível.
 A fé promove confiança no amor de Deus. Foi por essa razão que pela fé Moisés celebrou a páscoa e a aspersão do sangue sobre as casas dos hebreus, para que o destruidor dos primogênitos não lhes tocasse, enquanto morriam todos os demais primogênitos na terra do Egito.
 A fé vê caminhos onde não há caminhos. Por isto é que os israelitas atravessaram o Mar Vermelho, como quem caminha por terra seca. Mas os egípcios tentaram imitá-los fazendo o mesmo caminho, e foram afogados.
A fé não se preocupa com fraqueza, mas com certeza.

 Ou não lembram que foi pela fé que caíram os muros de Jericó, depois de rodeados por sete dias?
 Ou também não foi a fé que fez Raabe, a meretriz, decidir acolher em paz aos espias de Israel, e se associar a eles, tendo sido desobediente e traidora aos olhos dos seus, mas justificada em fé junto com o povo de Deus?
 E que mais direi?
 Faltará a mim o tempo, se eu contar de Gideão, de Baraque, de Sansão, de Jefté, de Davi, de Samuel e dos profetas...
 Todos eles, por meio da fé, venceram reinos, praticaram o que sabiam ser a justiça, alcançaram promessas, fecharam a boca dos leões, apagaram a força do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram forças, tornaram-se poderosos na guerra, puseram em fuga exércitos estrangeiros!
Houve mulheres que pela fé receberam de volta à vida, como Graça da Ressurreição, os seus queridos que estavam mortos!

 A fé também não conhece adversativas e nem adversidades que sejam maiores do que ela. Por esta razão, enquanto uns venciam diante de Deus e dos homens, outros venciam em profunda solidão, sendo vistos, em sua justiça e verdade, somente pelos olhos de Deus.
 Assim, uns foram torturados, não aceitando negociar seu próprio livramento violando qualquer condição de consciência, porque criam que haveriam de alcançar uma melhor ressurreição.
 Houve outros que experimentaram escárnios e açoites. E houve muitos que conheceram o interior frio e abandonado de cadeias e prisões!
 E que dizer dos que foram apedrejados?
 E o que falar dos que foram terrivelmente tentados?
 Ou deveríamos mencionar os que foram serrados ao meio?
 Ou, quem sabe, os que morreram ao fio da espada?
 Ou deveríamos mencionar os que andaram vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, aflitos e maltratados?
 Saiba-se isto: eles eram os homens dos quais o mundo não era digno!
 Lá iam eles andando em fé, errantes pelos desertos e montes, e pelas covas e cavernas da terra!
 E o mundo não os via...
 A fé, entretanto, não se basta a si mesma. Ela encontra sua abastança absoluta não em si mesma, mas fora de si mesma. Ela realiza o impossível, só não realiza o impossível de se satisfazer em si mesma.
 Por isto é que todos acerca dos quais falamos, embora tendo recebido bom testemunho pela fé que tiveram, contudo não alcançaram a materialização da promessa em sua época.
 E a razão é que Deus preparara algo muito melhor para nós, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados.
 A fé irmana a todos os seus filhos, e os faz verem-se como irmãos, andando no mesmo caminho, vivendo vidas diferentes e em tempos diversos, mas os faz verem-se, acima de tudo, como sendo todos beneficiários do mesmo Deus e da mesma Graça. Uns de um modo, outros de outro; uns sendo vistos, outros nem sendo percebidos; alguns recebendo galardão celeste enquanto conseguem vitórias entre os homens; outros, todavia, andam em profunda solidão, sem serem vistos por ninguém, mas sem desviarem-se do caminho, pois sabem que andam pela fé, e que nisto está sua justiça.
Assim diz o Senhor: o meu justo viverá pela fé, e se retroceder, nele não está o meu coração!

 O que acerca dos que creem, todavia, Ele diz é assim: Vão indo de fé em fé, cada um deles aparece diante de mim e verão a minha face!
 E assim, todos nós, com o rosto descoberto seguimos caminhando em fé, vendo a Glória de Cristo—ainda que em meros reflexos—, e somos, a cada dia, transformados em Sua própria semelhança, sendo esta a incessante obra do Espírito Santo em nós!
  
Caio
Extraído do site: caiofabio.com





segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Estação Trinitária e Integral

Diz o peregrino... "Sempre tive a sede de ser completo. Busquei saciá-la em mim, nos outros, em deuses, em ideologias, na religião e até em lugares que não sei nomear. Lendo os evangelhos encontrei O Evangelho - Cristo Jesus - n'Ele tenho aprendido que completude só existe quando nos encontramos No Pai, No Filho e No Espírito Santo".




A maior sede de todo ser humano é sentir-se completo, inteiro, uma obra sem mais acabamento. Busca-se saciar esta fome e sede na horizontalidade da vida juntamente com todas as suas persuasivas propostas messiânicas.
Mas o que se tem é sempre a sede e a fome, pois o efeito da anestesia passa rápido e a crise de abistnência existêncial se instala sem pedir liçença. Então, o vômito é o que nos resta, pois se não o fizermos os males de dentro serão piores.
Não adianta fragmentar Deus, nem a nós mesmos, pois o primeiro é impossível de ser fragmentado e o segundo não foi criado para isso. Deus sempre foi, é e será Pai, Filho e Espírito Santo e nós sempre fomos corpo, alma e mente. O que podemos ver hoje como sociedade "autôma" são as anomalias que não adiantaria nem listar, pois a mídia já as expõem diariamente. Evoluímos ou involímos? Basta olhar! E não é necessário nem ter os olhos tão sensíveis para isso é necessário apenas ser gente e o coração ainda não está pretrificado.
Quando o Senhor ressuscitou, além de impressionar os que o viram, mesmo Ele os tendo prevenido, andou cerca de 40 dias entre os homens e apareceu a mais de 500 pessoas. Ele deixou uma ordem expressa para eles e para nós: "... vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que lhes ordenei. E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos". Mt.28.19,20 (Nvi).
O Deus total para o homem todo é a solução do Pai para aqueles que tem sede de integralidade, é só buscar, é só ser íntimo de quem tanto nos ama é quer matar essa sede. VAMOS JUNTOS?

Valdemar Santana
Mais Um Peregrino

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Dica de Filme

Um bom filme que retrata a jornada de todo cristão até a glória celeste. Guardadas as devidas propoções da americanização das cenas que deixou de lado outras culturas. O filme tem uma produção melhor que a da primeira versão. Vale a pena asistir!!!

Valdemar Santana
Mais um Peregrino

Dica de Leitura


Esse é um dos melhores livros que já li sobre o Evangelho da Graça. Ele é uma interpretação prática e libertadora sobre viver pela graça de Cristo. É um livro indispensável para os nossos dias em que tanta palha se apresenta com aspecto de pastos verdejantes. Delicie-se e compartilhe com quem você encotrar pelo caminho, pois tenho certeza que seu coração não caberá tanta graça. BOA LEITURA!!!

Valdemar Santana
Mais Um Peregrino

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Estação da Meditação


O PERGRINO DIZ... "Sempre gostei de observar as coisas sem necessariamente usar as palavras e os pensamentos, simplesmente deixar que elas falem por si só. Depois que cresci eu fui ensinado a usar os pensamentos e as palavras para avaliar tudo ao meu redor. Alguns me disseram que isso era refletir, outros que isso era meditar. Notei que fui deixando de lado o uso dos sentidos na percepção da vida. Hoje estou lutando para voltar a ser criança, pelo menos ao deixar que os sentidos também façam parte da meditação".


A separação das culturas ocidentais e orientais nos fizeram ver o mundo de uma forma unilateral. Cada cultura traz uma forma diferente de ver a vida. Creio que o ideal é a junção dessas duas maneiras de ver a vida, principalmente no que se refere a meditação. O que para os ocidentais acontece no uso da mente e para os orientais no mundo coração.
Fomos ensinados que meditar é apenas refletir no campo da mente, por isso temos tantas certezas, doutrinas, dogmas, convicções exitenciais e até filosóficas e lutamos com todas as forças para as colocar em prática, o que não conseguimos com facilidade.
Não podemos simplesmente nos entupir de conceitos sobre a vida, a fé e o amor e pensarmos que isso é o bastante para vivermos isso na prática. Os afetos, o mundo do coração, não pode ficar de fora dessa, se não, não teremos forças para transpor a ponte entre a convcção e a ação, pois a distância entre as duas é muito grande, não dá para passar de uma para a outra sem passar pelo mundo dos sentidos.
Nossas certezas, nossos sentidos e nossas práticas precisam passar por um processo integral de conversão. E esse é um caminho para toda vida! "Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus". Paulo de Tarso. (Fl. 1.6). É SÓ COM O CORAÇÃO QUE SE VÊ CORRETAMENTE. O ESSENCIAL É INVISÍVEL AOS OLHOS.

Valdemar Santana
Mais Um Peregrino






domingo, 25 de outubro de 2009

Estação do Perdão



O Peregrino diz... Aprendi na minha religião que sempre deveria perdoar as pessoas. Mas nunca consegui fazer isso de todo meu coração, o que me levava a sofrer por dentro e disfarçar por fora. Até que precisei perdoar de verdade, após ter um encontro com Cristo. Saí a perguntar, o que é perdoar? Me disseram que perdoar é esquecer, então veio a crise, como esquecer algo tão grave em minha vida?




Perdoar não é algo político e muito menos religioso. Quem quer perdoar precisa morrer para o seu ego e nascer para Cristo. Há um grande equívoco por parte daqueles que afirmam que perdoar é esquecer, pois como apagar da memória fatos que nos marcaram de forma profunda e muito dolorosa?
Há também os que entendem que o tempo cura. Mas algumas marcas nem o tempo cura, só o amor de Deus expresso em Seu perdão é que nos libertam verdadeiramente. E para certas mágoas não existe tempo que dê geito.
O carpinteiro de Nazaré é o único que têm esse poder, esquecer o nosso passado. A nós resta pedir que Ele nos livre da dor das lembranças.
É aí que entendemos o que de fato seja perdoar. É lembrar sem mágoas.
Foi o que aprendi quando mais precisei perdoar, pois aquele que me machucou estava longe de mim, mas vivia comigo, dormia no mesmo quarto que eu, tirava férias comigo e até visitava os sonhos que sonhava acordado e dormindo. Depois de perdoar como o Evangelho propõe, pude ter a paz que ultrapassa o entendimento humano. Lembro de tudo, de cada detalhe, mas sem que isso me tire o prazer de servir ao Senhor com alegria. Por isso aconselho: PERDOE, SÓ ASSIM VOCÊ SERÁ VERDADEIRAMENTE LIVRE.


Valdemar Santana
Mais Um Peregrino

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Estação da Mudança II


Creio cada dia mais que mudar é essencial para quem quer crescer no Caminho de Cristo. N'Ele vale mudar, essa postagem é para informar aos que visitam este blog sobre algumas mudanças que faremos no mesmo. Vamos encurtar mais as reflexões e incluir arte e vídeos que cremos falar aos corações - Vamos em frente!!!

Valdemar Santana
Mais Um Peregrino

sexta-feira, 13 de março de 2009

Estação da Religião # Evangelho II


Estou cada dia mais convencido de que religião não religa ninguém a Deus, muito menos ao que realmente importa - Cristo o único caminho. Sempre que encontro pessoas com discursos religiosos os vejo como presos aos seus méritos. Também percebo nuances disso em mim, mas creio que o Evangelho me cura disso todos os dias e mais livre vou fincando desse saber que nada sabe nem religa

Outro dia estava em uma fila de shopping com um irmão de fé e amigo para pagar a taxa do estacionamento, por sinal muito alta. Nossa conversa girava em torno da diferença entre Evangelho e Religião, no meio das argumentações alguém que estava atráz de nós aguardando sua vez nos pediu licença para entrar na conversa dizendo: Desculpe a intromissão, mas qual é mesmo a diferença entre Evangelho e Religião?
Devido à urgência do mundo urbano que nos cerca, respondi de forma sucinta que a diferença é que na Religião se vive pelo mérito e no Evangelho se vive pela graça! Por isso que religião é insuportável e evangelho desejável, por isso que ninguém agüentava os fariseus e todos queriam ouvir Jesus falar. É simples, mas não é simplista, ao contrário é o que há de mais singelo e profundo. Podemos dizer que faz parte dos mistérios da fé, mas que se revela em Cristo, só n´Ele!
Tenho aprendido na caminhada com o Pai, que o Evangelho não é só a mensagem de Boa Nova de Paz, mas é alguém, isso mesmo! O Evangelho é Jesus de Nazaré! Seguindo-o aprenderemos o caminho de Deus para uma vida constantemente nova e também perceberemos que só Ele nos religa a Deus a nós e ao próximo.
Confesso que não creio que religião religue, como ela se propõe em sua literalidade. O que sempre li e vi, foi a religião desligando amigos, famílias e nações. Dificilmente ela reconcilia e quando faz isso é porque as pessoas estão ligadas pelo pensamento escravizante que reina em sua proposta.
O evangelho por outro lado vive reconciliando famílias, amigos, nações e até inimigos. Porque sua proposta é de paz, a paz que vai além das fronteiras do entendimento, a paz que vem de Deus e se instala em nós. E mesmo que o povo que o segue tenha inimigos, é ensinado a abençoar estes e não amaldiçoá-los.
Por isso, creio que o evangelho é Jesus Cristo, porque só ele faria algo tão elevado diante da natureza humana caída e que luta contra tudo que se revela da parte do Senhor. VIVA O EVANGELHO!!!!



Valdemar Santana


Mais Um Peregrino